“Cidadão Corrupto”
Deixemos de lado o puritanismo para afirmar que sempre houve no Brasil corrupção, malandragem, desleixo com a “coisa” pública e que grande parte (embora eu prefira sonhar que esse quantitativo é minoria da população) dos cidadãos brasileiros é um pouco corrupto e desonesto quando o assunto é o dinheiro dos impostos que nos sufocam todos os dias de todos os meses de todos os anos de nossas vidas.
Calma! Não queiram me matar ainda! Continuo explicando:
O cidadão é um pouco corrupto quando deixa seu filho, por traquinagem, atirar pedras num poste e quebrar a lâmpada que ilumina as vias.
O cidadão é um pouco corrupto quando deixa seu filho, por traquinagem, quebrar carteiras, portas, armários da escola pública onde estuda.
O cidadão é um pouco corrupto quando marca consultas pelo SUS e não espera até o atendimento, ou mesmo espera e assina a “guia” sem ler o que está especificado.
O cidadão é corrupto quando após a consulta ele faz os exames, não pega o resultado, ou pega, mas não vai ao médico para continuar o tratamento.
O cidadão é corrupto quando dá um jeitinho em tudo para não esperar na fila do banco, ou mesmo do restaurante Self Service.
O cidadão é corrupto quando não paga seus impostos, pois os serviços continuarão a ser fornecidos e alguém estará pagando por ele.
O cidadão é muito corrupto toda vez que diz: eu jogo lixo na rua porque o salário do gari sai dos impostos que eu pago.
O cidadão é muito corrupto quando aceita instalar uma linha clandestina de telefone em sua casa e assim ligar sem pagar nada (enquanto as ligações vão parar na conta de cidadãos honestos).
O cidadão é muito corrupto quando aceita se beneficiar de qualquer coisa, não importando a origem do benefício. É o famoso e vulgar chavão: “Não quero nem saber quem morreu, eu quero é chorar”.
Não podemos, contudo, taxar de corrupto aquele cidadão que sem nenhuma outra opção, precisa de um “gato de energia ou água” para não viver nas trevas nem morrer de sede. Diferente do caloteiro, desonesto que não paga suas contas porque não querer, existem muitos cidadãos de bem, honrados e honestos que por ironia do destino vivem uma vida na mais completa miséria, em condições sub-humanas (sub = abaixo, inferior). Não dá para se falar em honestidade, honradez, quando a barriga está oca.
Este blog nasce sem pretensão de bater recordes de visita e de seguidores. Mas faço questão que comentem, nem que seja para dizer que não gostaram (vou detestar ler algo parecido...kkkkk) Não estarei restrita a falar de minha vida pessoal, também não me furtarei esse direito. Quero me sentir livre para escrever o quiser, sobre o que quiser e quando quiser. Meu único compromisso é libertar meu pensamento e me permitir registrar meus delírios. Fique à vontade! O blog é meu, mas a casa é sua!
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Eu sinto assim
Iniciei ou dia (ou melhor, reiniciei, porque há cerca de um ano adquiri o livro, iniciei a leitura e não conclui. Também não devo dizer que retomei porque como estou iniciando do início – desculpe a redundância – também não se aplica).
Chega de parênteses, vamos ao que interessa, “iniciando do início”. Iniciei outro dia a leitura do livro “A Cabana”, de William P. Young. Antes de qualquer coisa, é importante salientar que não farei aqui uma resenha crítica do livro, já que ainda nem cheguei à metade das páginas. Independente de a leitura final explicar ou não o fenômeno de vendas que ele se tornou em todo o mundo, essa leitura inicial me despertou a vontade (talvez necessidade) de escrever, sobre o que se pode chamar de “experiência com Deus”.
Cada um de nós, que acredita em Deus, tem sua forma própria de se relacionar com Ele. Independente das orações que aprendemos na infância, temos a nossa própria relação com o Pai. Alguns se sentem mais íntimos e mantêm uma relação de amizade, falando de igual para igual, sentindo-se compreendido e aceitado. Outros mantêm uma relação mais tradicional, de respeito e obediência, dirigindo-se a Ele como um Pai amoroso, amigo, mas que cobra correção do filho.
Talvez tentando acertar, em algum momento de nossas vidas algum (a) catequista fez uma espécie de terrorismo, nos apresentando Deus com um Ser cuja única ocupação era espionar e punir todas as nossas faltas. Eu não vejo Deus assim: com esse olhar inquisidor e um enorme livro nas mãos anotando nossas falhas.
Vejo e sinto Deus como um Pai misericordioso, que nos observa com um olhar bondoso. Sinto-O como um grande amigo que torce pela nossa felicidade e, às vezes, até dá uma “forcinha”, mesmo permitindo que vivamos nossas vidas conforme nossas escolhas – ainda que isso muitas vezes O desagrade.
Vejo e sinto Deus como um Pai misericordioso que a tudo perdoa, desde que sejamos sinceros em nosso arrependimento.
Vejo e sinto Deus como um Pai misericordioso que jamais nos abandona.
É assim que eu vejo e sinto.
Chega de parênteses, vamos ao que interessa, “iniciando do início”. Iniciei outro dia a leitura do livro “A Cabana”, de William P. Young. Antes de qualquer coisa, é importante salientar que não farei aqui uma resenha crítica do livro, já que ainda nem cheguei à metade das páginas. Independente de a leitura final explicar ou não o fenômeno de vendas que ele se tornou em todo o mundo, essa leitura inicial me despertou a vontade (talvez necessidade) de escrever, sobre o que se pode chamar de “experiência com Deus”.
Cada um de nós, que acredita em Deus, tem sua forma própria de se relacionar com Ele. Independente das orações que aprendemos na infância, temos a nossa própria relação com o Pai. Alguns se sentem mais íntimos e mantêm uma relação de amizade, falando de igual para igual, sentindo-se compreendido e aceitado. Outros mantêm uma relação mais tradicional, de respeito e obediência, dirigindo-se a Ele como um Pai amoroso, amigo, mas que cobra correção do filho.
Talvez tentando acertar, em algum momento de nossas vidas algum (a) catequista fez uma espécie de terrorismo, nos apresentando Deus com um Ser cuja única ocupação era espionar e punir todas as nossas faltas. Eu não vejo Deus assim: com esse olhar inquisidor e um enorme livro nas mãos anotando nossas falhas.
Vejo e sinto Deus como um Pai misericordioso, que nos observa com um olhar bondoso. Sinto-O como um grande amigo que torce pela nossa felicidade e, às vezes, até dá uma “forcinha”, mesmo permitindo que vivamos nossas vidas conforme nossas escolhas – ainda que isso muitas vezes O desagrade.
Vejo e sinto Deus como um Pai misericordioso que a tudo perdoa, desde que sejamos sinceros em nosso arrependimento.
Vejo e sinto Deus como um Pai misericordioso que jamais nos abandona.
É assim que eu vejo e sinto.
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