No mesmo tema FIB - felicidade interna bruta, compartilho o texto do grande Drummond.
beijos,
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples, nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Este blog nasce sem pretensão de bater recordes de visita e de seguidores. Mas faço questão que comentem, nem que seja para dizer que não gostaram (vou detestar ler algo parecido...kkkkk) Não estarei restrita a falar de minha vida pessoal, também não me furtarei esse direito. Quero me sentir livre para escrever o quiser, sobre o que quiser e quando quiser. Meu único compromisso é libertar meu pensamento e me permitir registrar meus delírios. Fique à vontade! O blog é meu, mas a casa é sua!
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Felicidade - Vicente de Carvalho
Dia desses, minha colega Isabel, nos enviou um e-mail provocando que refletíssemos sobre a nossa FIB - felicidade interna bruta.
Das muitas mensagens que se seguiram àquele primeiro e-mail, a própria Isabel nos encaminhou este soneto, belíssimo, de Vicente de Carvalho, que trata sobre o tema F E L I C I D A D E.
Às vezes, nós aspiramos tanto sermos felizes que sequer reconhecemos e agradecemos a Deus o quanto já o somos.
Que sirva de reflexão para todos nós.
Beijos,
Felicidade - Vicente de Carvalho
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada:
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.
Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa, que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim : mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.
Das muitas mensagens que se seguiram àquele primeiro e-mail, a própria Isabel nos encaminhou este soneto, belíssimo, de Vicente de Carvalho, que trata sobre o tema F E L I C I D A D E.
Às vezes, nós aspiramos tanto sermos felizes que sequer reconhecemos e agradecemos a Deus o quanto já o somos.
Que sirva de reflexão para todos nós.
Beijos,
Felicidade - Vicente de Carvalho
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada:
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.
Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa, que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim : mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.
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