“Vamos deixar acontecer”. Isso foi um incentivo ou uma reprimenda?
O amor (texto de Fernando Pessoa)
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Este blog nasce sem pretensão de bater recordes de visita e de seguidores. Mas faço questão que comentem, nem que seja para dizer que não gostaram (vou detestar ler algo parecido...kkkkk) Não estarei restrita a falar de minha vida pessoal, também não me furtarei esse direito. Quero me sentir livre para escrever o quiser, sobre o que quiser e quando quiser. Meu único compromisso é libertar meu pensamento e me permitir registrar meus delírios. Fique à vontade! O blog é meu, mas a casa é sua!
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O retorno
Estou retornando hoje às minhas postagens, prometendo a mim mesma e a minha (por enquanto) unica leitora Valquíria que me manterei assidua.
É isso aí. Este post é apenas para registrar que estou de volta.
Até mais!
É isso aí. Este post é apenas para registrar que estou de volta.
Até mais!
quarta-feira, 3 de março de 2010
Sobre o mês de março
O mês de março é palco do aniversário de muitas pessoas que amo muito.
Em ordem cronológica:
8 de março: Marquinhos, meu querido sobrinho;
9 de março: Minha mãe
10 de março: Meu pai
16 de março: Meu avô
18 de março: Milena – minha sobrinha linda!
Este ano não poderei estar pessoalmente com nenhum deles m suas datas natalícias. Meu pai e meu avô já faleceram. Minha mãe e meus sobrinhos estão em Juazeiro.
Ao longo do mês, tentarei, como possível, homenageá-los por aqui.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Sobre o vencer na vida....
Às vezes convivemos com pessoas das quais muito pouco sabemos e, talvez por isso, não valorizamo-las tanto quanto merecem.
Nem sempre conhecemos o passado, nem diria que isso é essencial. Mas é importante sabermos o quanto algumas pessoas tiveram que “penar” para conseguir “vencer na vida”.
Não concordo com aquele dito que “nada vem fácil”. Uns raros sortudos conseguem se dar bem na mega... rsrs
Mas a verdade é que quando conseguimos alguma coisa, fruto do nosso sacrifício, o prazer de desfrutar é muito maior. É um sentimento de realização que não se pode explicar com facilidade. E isso proporciona uma admiração e respeito por parte das outras pessoas, que não se pode conseguir facilmente.
Nem sempre conhecemos o passado, nem diria que isso é essencial. Mas é importante sabermos o quanto algumas pessoas tiveram que “penar” para conseguir “vencer na vida”.
Não concordo com aquele dito que “nada vem fácil”. Uns raros sortudos conseguem se dar bem na mega... rsrs
Mas a verdade é que quando conseguimos alguma coisa, fruto do nosso sacrifício, o prazer de desfrutar é muito maior. É um sentimento de realização que não se pode explicar com facilidade. E isso proporciona uma admiração e respeito por parte das outras pessoas, que não se pode conseguir facilmente.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
O Poeta Embaixador
A Câmara dos Deputados aprovou hoje um projeto de lei que promove, post mortem, o poeta e músico Vinícius de Moraes a ministro de primeira grandeza (Embaixador) - o cargo mais elevado da carreira diplomática*. Nossa homenagem ao grande Vinícius!
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
* Informações do site da Câmara
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
* Informações do site da Câmara
Detesto, detesto, detesto, detesto ...
Outro dia, conversando via msn com uma pessoa muito querida, usei a expressão “detesto” e recebi de volta “você é cheia de detestos”. Passado o choque inicial e a constatação de que havia sido criticada (e eu DETESTO ser criticada! kkkk), passei a refletir sobre como damos importância demais a coisas insignificantes.
Detesto quando você copia minha falas
Detesto lavar a louça
Detesto acordar cedo
Detesto arrumar a casa
Detesto todas as alternativas acima e um monte de outras coisas, mas será que vale a pena reforçar tanto os “detestos”?
Pois bem: usarei o antídoto e salientarei as coisas que me fazem bem:
Adoro boas amizades
Adoro ler
Adoro ouvir música
Adoro ir ao teatro
Adoro assistir filme, seja no cinema, seja DVD ou até os repetecos da televisão
Adoro comprar roupas e sapatos
Adoro ficar com minha família!
Adoro uma infinidade de outras coisas bem mais importantes e em maior número do que aquelas que não adoro.
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